Depois de um ano vivido intensamente e com elevado stress financeiro, em que muitas famílias sentiram de forma acentuada o efeito da inflação, assim como dos juros altos, para além da rotina e gastos diários, é chegado o tempo das merecidas férias.

 

Perante este quadro, em que muitos consumidores não conseguiram poupar o suficiente, o recurso ao crédito parece ser  a solução para ir “àquele destino de sonho”.

 

Porém, não será muito aconselhável usar dinheiro que não tem para pagar as férias. Financiar as férias com recurso a crédito não será a melhor opção, mas se o vai fazer, então tire o melhor partido das opções existentes.

 

O ideal seria ter poupado para esse objetivo, pois poderá ter de suportar juros, seja se optar pelo cartão de crédito ou a um crédito para férias, por exemplo.

 

As opções existentes são diversas, todas com diferentes vantagens e encargos associados. Assim, antes de optar, informe-se connosco e faça uma escolha consciente.

 

AGÊNCIAS DE VIAGEM

 

As agências de viagens disponibilizam pacotes de férias a pagar em prestações e “sem juros”, mas deve confirmar se não terá mesmo custos e, primeiramente, comparar preços.

 

CRÉDITO PARA FÉRIAS

 

Pedir crédito para férias deve ser devidamente ponderado, já que  terá de pagar juros, comissões e outros encargos. Será mais um encargo mensal que deve ter em conta e que vai somar aos já existentes.

 

Se optar pelos créditos para férias que os bancos oferecem, escolha aquele tiver a menor TAEG – Taxa Anual de Encargos Fixa Global –  taxa de juro que contempla todos os custos do financiamento.

 

CARTÃO DE CRÉDITO

 

O uso do cartão de crédito, sendo uma opção simples e prática, está limitado a um plafond (teto máximo disponibilizado pelo banco) e comporta alguns riscos, embora também possa incluir também vantagens.

 

Se tiver condições de pagar a totalidade do crédito nos 20 a 50 dias seguintes não lhe serão cobrados juros, mas pondere se terá condições para o fazer.

 

Usar o cartão de crédito para pagar as férias também pode ter vantagens:

  1. Imprevistos

Porque imprevistos acontecem, ter um cartão de crédito pode resolver uma emergência que poderá surgir.

  1. Recompensas: Cashback

Os cartões com modalidade cashback permitem receber uma percentagem sobre o valor que gastar (em regra entre 1% e 3%);

  1. Seguros associados

Confirme se o cartão tem esta modalidade e que seguros inclui. Por exemplo, se pagar a viagem de avião com o cartão de crédito poderá beneficiar de seguro de viagem (modalidade incluída nos cartões mais caros).

Informe-se também sobre as coberturas associadas ao cartão, que poderão incluir assistência em viagem, acidentes pessoais, internamento hospitalar, despesas médicas e repatriamento, por exemplo, não necessitando de contratar um seguros à parte.

Nem todos os países, nomeadamente fora da Europa, têm as mesmas regras ou usam a mesma tecnologia, pelo que deve confirmar se o seu cartão pode ser usado no destino escolhido.

  1. Taxa de câmbio

Se vai viajar para fora da Europa,  com o cartão de crédito poderá conseguir taxas de câmbio mais favoráveis nos pagamentos a efetuar.

 

Mais informação:  Cartão de crédito: Saber utilizar

 

CONTA-ORDENADO

 

Se pretender usar o descoberto autorizado associado à conta-ordenado lembre-se que ficará com uma dívida e vai pagar juros a contar logo do momento em que começar a usar o crédito.

 

E quando receber o próximo ordenado ser-lhe-á descontado na totalidade o montante gasto.

 

CRÉDITO PESSOAL

 

O crédito pessoal não tem fim específico e pode lhe ser exigida uma livrança e um seguro de vida ou de proteção de crédito. Incorrerá em juros e vai ter de pagar comissões. Deve avaliar a TAEG associada.

 

CRÉDITO COM PENHOR

 

Se tiver uma aplicação financeira (ex. º Fundo de Investimento ou conta-poupança) pode pedir um empréstimo com essa garantia e pagará menos juros do que outro crédito. No entanto,  deverá ser de montante igual ou superior ao montante que pedir e não a poderá ser mobilizado enquanto mantiver a dívida.

 

E se o IMPREVISTO acontecer e perder ou lhe roubaram a carteira, o que fazer?

 

Para quem está de férias pode ser muito angustiante perder os documentos, para além do transtorno e riscos que envolve.

 

Assim, será  aconselhável levar consigo um contacto telefónico do emitente, o número do cartão de crédito, a data de emissão e de validade, mas guarde-o em local seguro e separado do cartão (consulte o sítio do Banco de Portugal ou do Banco);

 

Caso fique sem o seu cartão de crédito, seja por furto, perda ou extravio, deverá agir de imediato e com a máxima urgência:

 

  • Cancele logo que possível o cartão na aplicação ou homebanking ou telefone para a entidade emissora (o banco, em regra);
  • Pode ainda contactar a Unicre (T: 21 315 98 56) ou a SIBS, Sociedade Interbancária de Serviços (T: 808 201 251 ou 217 918 780);
  • Reporte imediatamente o sucedido ao emitente do cartão, através do apoio ao cliente;
  •  Confira e monitorize eventuais transações não solicitadas;
  • Avise as autoridades competentes e peça prova da participação.

 

Feita a notificação ao emitente do cartão, não poderá vir a ser responsabilizado por valores indevidamente movimentados.

Mas se forem realizadas operações de pagamento não autorizadas antes de o ter notificado, em princípio, terá de pagar um máximo de 50 euros, exceto se agiu de forma fraudulenta, com dolo, foi negligente ou se incumpriu deliberadamente com as suas obrigações.

 

Pode ainda preventivamente avisar o banco se vai viajar e pedir que seja alertado ou que a conta seja bloqueada perante transação suspeita ou de montante muito elevado.

 

 ALGUMAS DICAS para o uso do cartão de débito/crédito:

Finalmente lembramos alguns cuidados a ter na utilização do cartão de débito/crédito:

  • Memorize o código PIN e não o deixe em local visível ou previsível, como seja na carteira, no telemóvel ou junto ao cartão;
  • Se pagar com o cartão não o perca de vista e peça sempre comprovativo. Se a operação abortar não pague novamente sem ter a certeza que aparece mensagem de erro ou a operação foi anulada;
  • Verifique no ecrã do terminal de pagamento se tem o símbolo de contactless, caso o pretenda usar;
  • Se o seu cartão ficar retido numa máquina, reporte a situação ao emitente;
  • Evite utilizar caixas ATM ou Multibancos suspeitos ou vandalizados;
  • Lembre-se ainda que pode sempre gerar cartões virtuais (MBNet) para cada transação, solução segura e que lhe permite estabelecer um limite de compra única.

 

Vá de férias em segurança, evitando “dores de cabeça” no regresso.

A DECO deseja-lhe Boas Férias!

 

Quer mais informação sobre esta temática?

 

Fale com os especialistas do Gabinete de Proteção Financeira através do número 213 710 238, ou envie-nos as suas dúvidas para o e-mail: protecaofinanceira@deco.pt .

 

Mas se o que pretende é orientação financeira especializada ou a  intervenção do Gabinete de Proteção Financeira para a resolução da sua situação então registe-se e apresente-nos a sua situação .

 

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