Fraudes: o golpe das falsas chamadas bancárias está a aumentar

A fraude digital tornou-se uma das maiores ameaças para consumidores. Entre os esquemas mais perigosos da atualidade destaca-se o das falsas chamadas telefónicas em nome de bancos, uma técnica utilizada por criminosos para roubar dados pessoais, aceder a contas bancárias e realizar transferências fraudulentas.

Este tipo de burla, conhecido internacionalmente como spoofing, está a crescer rapidamente em vários países europeus, incluindo Portugal, aproveitando-se do medo, da pressão psicológica e da confiança que os utilizadores depositam nas instituições financeiras.

Os criminosos fazem-se passar por funcionários do departamento de segurança do banco e ligam às vítimas alertando para alegados movimentos suspeitos na conta, tentativas de acesso indevido ou pagamentos não autorizados.

Durante a chamada, tentam convencer a pessoa a fornecer códigos de segurança, palavras-passe, números de autenticação ou até a confirmar operações no telemóvel.

O detalhe mais alarmante é o de a chamada telefónica parecer totalmente legítima. Em muitos casos, o número apresentado no ecrã coincide exatamente com o contacto oficial do banco.

Esta manipulação tecnológica aumenta significativamente a credibilidade do golpe e leva muitas vítimas a agir sem suspeitar.

 

Como funciona o esquema

Normalmente, a fraude segue um padrão cuidadosamente planeado:

  • O utilizador recebe uma chamada telefónica inesperada;
  • O alegado “assistente bancário” informa sobre movimentos suspeitos;
  • A vítima é pressionada a agir rapidamente para “bloquear” a conta;
  • São pedidos códigos enviados por SMS, confirmações na aplicação bancária ou dados de acesso;
  • Com essas informações, os criminosos conseguem entrar na banca online e movimentar dinheiro em poucos minutos.

A componente emocional é essencial neste tipo de ataque.

Os burlões criam um ambiente de urgência e medo para impedir que a vítima pense com clareza ou confirme a informação junto do banco.

 

Porque são tão eficazes estas fraudes?

Os ataques digitais evoluíram muito nos últimos anos. Hoje, os criminosos utilizam técnicas sofisticadas de engenharia social, capazes de manipular comportamentos humanos com enorme eficácia.

Muitas vítimas acabam enganadas porque:

  • Confiam no número apresentado no telemóvel;
  • Recebem mensagens ou chamadas muito profissionais;
  • Estão pouco informadas sobre segurança digital;
  • Agem sob pressão emocional;
  • Acreditam estar a proteger a própria conta.

Além disso, a crescente utilização da banca online e dos pagamentos digitais aumentou a exposição dos utilizadores a este tipo de ameaça.

 

Sinais de alerta que não deve ignorar

Existem vários indícios que podem ajudar a identificar uma tentativa de fraude:

  • Pedidos urgentes de códigos ou palavras-passe;
  • Pressão para agir imediatamente;
  • Ameaças de bloqueio de conta;
  • Solicitação de dados confidenciais por telefone;
  • Chamadas telefónicas inesperadas relacionadas com segurança bancária;
  • Erros de linguagem ou informações pouco claras.

É importante recordar que nenhum banco solicita palavras-passe completas, códigos de autenticação ou validações urgentes por telefone.

 

Como se proteger das burlas online

Especialistas em cibersegurança recomendam algumas medidas simples, mas fundamentais:

Nunca partilhe dados sensíveis

Não forneça códigos SMS, PINs, passwords ou confirmações da aplicação bancária durante chamadas telefónicas inesperadas.

Desligue e confirme diretamente com o banco

Se tiver dúvidas, termine imediatamente a chamada e contacte o banco através dos números oficiais presentes no site ou no verso do cartão.

Ative a autenticação forte, de dois fatores

A verificação em dois passos adiciona uma camada extra de segurança às contas bancárias.

Mantenha-se informado

A literacia digital é uma das armas mais eficazes contra o cibercrime. Conhecer os esquemas mais comuns ajuda a reconhecer tentativas de fraude.

Desconfie da urgência

Os burlões querem que a vítima reaja emocionalmente. Sempre que existir pressão excessiva, tente não agir imediatamente. Pare e confirme a situação.

O crescimento do cibercrime exige maior atenção

As fraudes online estão cada vez mais sofisticadas e personalizadas. O recurso à inteligência artificial, à clonagem de voz e à falsificação de identidade digital está a tornar os golpes mais difíceis de detetar.

Por isso, a prevenção continua a ser a melhor defesa.

Um simples momento de distração pode resultar em perdas financeiras significativas e no roubo de dados pessoais.

Num mundo cada vez mais digital, a segurança online deixou de ser apenas uma preocupação tecnológica - tornou-se uma questão essencial do quotidiano.

 

Precisa de mais informação?

Entre em contacto os especialistas do Gabinete de Proteção Financeira através do telefone 213 710 238 ou envie-nos as suas dúvidas para o protecaofinanceira@deco.pt

 

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Subida do preço dos combustíveis: o que podemos fazer

Hoje, o consumidor ao abastecer o seu veículo verificará que paga praticamente o mesmo de sempre, mas que o depósito ficará muito abaixo do que é habitual.

Ou seja, o consumidor não está apenas a pagar mais, está a receber menos combustível. E para muitas famílias, este não é um ajuste pontual, mas uma pressão contínua sobre o seu orçamento.

A subida dos preços dos combustíveis tornou-se uma realidade recorrente, com impacto direto no orçamento das famílias. Para além do custo imediato ao abastecer, este aumento reflete-se também no preço dos bens essenciais e serviços.

Importa, no entanto, reconhecer que muitas famílias têm vindo a ajustar comportamentos, não por opção, mas por necessidade, face ao aumento generalizado dos custos da energia. Ainda assim, perante este cenário, existem estratégias práticas que podem ajudar a reduzir o impacto financeiro, privilegiando uma lógica de eficiência, consumir melhor, sem comprometer excessivamente a qualidade de vida.

O que está ao nosso alcance fazer:

  1. Reduzir a dependência do automóvel

Sempre que existam alternativas viáveis, reduzir a utilização do automóvel pode ser uma forma eficaz de poupança. Optar por transportes públicos, caminhar ou andar de bicicleta pode representar uma redução significativa de custos ao final do mês. Para quem não tem alternativas, partilhar boleias com colegas ou familiares continua a ser uma solução simples e eficiente.

 

  1. Adotar hábitos de condução mais eficientes

A forma como se conduz tem impacto direto no consumo de combustível. Uma condução suave, evitando acelerações bruscas e travagens repentinas, permite reduzir gastos. Manter uma velocidade constante, utilizar corretamente as mudanças e garantir a pressão adequada dos pneus são pequenas ações com impacto relevante. Mais do que reduzir por reduzir, trata-se de adotar uma condução mais eficiente.

 

  1. Planear melhor as deslocações

Organizar o dia de forma a evitar múltiplas viagens desnecessárias é uma estratégia inteligente. Agrupar tarefas, como ir às compras, levar os filhos à escola e tratar de assuntos pessoais numa única saída, ajuda a reduzir quilómetros percorridos e combustível gasto. Evitar horas de ponta também contribui para um menor consumo.

 

  1. Privilegiar o teletrabalho sempre que possível

Quando a atividade profissional o permite, trabalhar a partir de casa alguns dias por semana reduz significativamente os custos com deslocações. Para além da poupança financeira, esta prática contribui também para menor desgaste físico e mais tempo disponível.

 

  1. Otimizar o orçamento familiar

A subida do preço dos combustíveis afeta várias áreas do orçamento. É importante reavaliar as nossas despesas mensais, identificar onde é possível ajustar e criar margem para lidar com estes aumentos. Neste contexto, ganha ainda mais relevância a existência de um fundo de emergência, enquanto ferramenta essencial de proteção financeira face a custos inesperados.

  1. Considerar alternativas no médio prazo

Para famílias com alguma margem financeira, pode fazer sentido avaliar opções mais económicas a longo prazo, como veículos híbridos, elétricos ou adaptados a combustíveis alternativos. Embora o investimento inicial seja mais elevado, os custos de utilização tendem a ser mais baixos e estáveis. Ainda assim, esta deve ser uma decisão bem ponderada.

 

Porém, esta é uma resposta que não pode ser apenas individual

Embora a adaptação individual seja importante, a resposta a este desafio não pode recair exclusivamente sobre as famílias. O impacto dos combustíveis tem uma forte componente estrutural e fiscal, exigindo uma atuação clara ao nível das políticas públicas.

Mais do que apelos genéricos à poupança, é essencial garantir condições reais para que as famílias possam ajustar comportamentos sem comprometer o seu bem-estar.

 

Entre as principais áreas de intervenção destacam-se:

  • Transparência na formação de preços

Maior clareza sobre a composição do preço dos combustíveis, incluindo impostos, margens e custos logísticos, acompanhada do reforço da supervisão para prevenir práticas especulativas e garantir um funcionamento justo do mercado.

 

  • Política fiscal mais flexível

Mecanismos de ajuste temporário de impostos em períodos de subida acentuada, reduzindo a volatilidade dos preços.

  • Apoios direcionados às famílias mais vulneráveis

Medidas focadas em agregados com maior exposição ao custo dos combustíveis, nomeadamente em zonas sem alternativas de transporte.

 

  • Investimento em transportes públicos

Expansão, acessibilidade e fiabilidade da rede, criando uma alternativa real ao automóvel.

 

  • Incentivos à transição energética

Apoios à aquisição de veículos mais eficientes e ao desenvolvimento de infraestruturas, como postos de carregamento elétrico.

 

Ultrapassar a crise: com condições reais e vontade individual

A subida do preço dos combustíveis é um desafio real, mas também um alerta. Situações do quotidiano mostram-nos que o impacto já está presente e ignorá-lo não é opção.

As famílias podem e devem adotar comportamentos mais eficientes. Todavia, é fundamental reconhecer que muitas já estão a fazer esse esforço, muitas vezes no limite.

A resposta não pode, por isso, ser exclusivamente individual. Exige uma combinação entre decisões conscientes no dia-a-dia e políticas públicas que garantam proteção, transparência e equidade.

No final, a verdadeira resiliência financeira constrói-se quando existem condições reais para agir e não apenas a responsabilidade de o fazer.

 

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As mulheres e o dinheiro: aliado ou inimigo

Apesar dos avanços sociais, as mulheres em Portugal continuam a enfrentar desigualdade económica significativa. Salários mais baixos, menor capacidade de poupança, pensões reduzidas e vulnerabilidade financeira ao longo da vida são realidades que ainda persistem.

Compreender estes desafios é essencial para adotar medidas concretas que garantam autonomia e segurança financeira.

COMO SUPERAR DESAFIOS E ASSUMIR O CONTROLO DO SEU DINHEIRO

 Principais Desafios 
  1. Desigualdade Salarial: O Salário Ainda Não é Igual

    Em 2025, o rendimento médio líquido das mulheres foi de 1 214 €, comparado com 1 419 € dos homens, uma diferença de 14,4 % (INE, 2025).

    • Quase 60 % das mulheres recebiam um salário base até 1 000 € brutos por mês.
    • Consequência: menos capacidade de poupança, investimento e autonomia financeira futura.
  1. Risco de Pobreza e Precariedade

    Cerca de 18 % das mulheres estão em risco de pobreza, devido a salários mais baixos e interrupções laborais associadas a cuidados familiares. Mesmo com emprego, muitas permanecem financeiramente fragilizadas.

  2. Reformas Mais Baixas: O Impacto do Fosso Salarial

    A diferença salarial ao longo da carreira traduz-se em pensões significativamente mais baixas, agravada por interrupções para maternidade ou cuidados familiares.

    • Resultado: menor autonomia económica na reforma.
  1. Trabalho Invisível: O Tempo Que Não É Contabilizado

    As mulheres dedicam mais horas ao trabalho doméstico e aos cuidados familiares – essencial, mas não remunerado e não contabilizado para pensões.

    • Impacto: menor rendimento presente e menor capacidade de acumular riqueza para o futuro.
  1. Famílias Monoparentais: Um Risco Acrescido

    Mulheres que sustentam sozinhas a família enfrentam o desafio constante de fazer o dinheiro chegar até ao final do mês. Qualquer imprevisto pode desequilibrar completamente o orçamento familiar.

    • Famílias monoparentais com crianças apresentam um risco de pobreza muito acima da média, evidenciando a sua vulnerabilidade financeira.

 

 10 PASSOS PARA ASSUMIR O CONTROLO DAS FINANÇAS

  1. Conheça o Seu Dinheiro

    Registe rendimentos, despesas e créditos. Entender o fluxo financeiro é o primeiro passo para decisões conscientes.

  2. Invista em Si e nas Suas Competências

    Cursos, certificações e novas habilidades aumentam o potencial de rendimento e abrem portas para oportunidades de carreira.

  3. Diversifique as Suas Fontes de Rendimento

    Não dependa apenas do salário. Pequenos negócios ou investimentos criam segurança e autonomia.

  4. Poupe de Forma Consistente

    Mesmo pequenos valores acumulam-se com o tempo. Um fundo de emergência garante liberdade para decisões sem depender de terceiros.

  5. Proteja-se com Seguros

    Saúde, vida, habitação e proteção de rendimento protegem a sua independência financeira em caso de imprevistos.

  6. Planeie a Reforma e Objetivos de Longo Prazo

    Invista em planos de poupança ou fundos complementares (ex.: PPRs). Ter visão do longo prazo aumenta a autonomia futura.

  7. Aprenda a Gerir Crédito

    Use crédito de forma inteligente, evite juros excessivos e crie estratégias para reduzir a taxa de esforço. Saber gerir crédito significa mais controlo financeiro.

  8. Partilhe Responsabilidades e Defina Limites

    Negociar a divisão de tarefas domésticas e familiares garante tempo para trabalho, desenvolvimento profissional e gestão financeira.

  9. Conheça os Seus Direitos e Recursos Disponíveis

    Aproveite apoios sociais, programas de orientação financeira, microcrédito feminino e outros recursos. Informação é poder.

  10. Desenvolva Literacia Financeira

    Aprenda sobre investimento, poupança, impostos, planos de pensão e direitos do consumidor. Quanto mais conhecimento, maior a liberdade de escolha.

 

Tomar Controlo é um Direito e uma Necessidade

A literacia financeira não é opcional: é uma ferramenta de autonomia, segurança e dignidade económica. Cada decisão financeira é um passo para garantir igualdade de oportunidades, autonomia e proteção para si e para a sua família.

Comece hoje: conheça suas finanças, planeie o futuro e reivindique a sua liberdade económica. O futuro depende das escolhas que faz agora.

 

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Médio Oriente: do choque geopolítico à mesa das famílias portuguesas

O agravamento do conflito no Médio Oriente não é apenas um acontecimento distante transmitido pelos noticiários televisivos. Vivemos num mundo interligado, em que um choque geopolítico se pode transformar rapidamente num choque económico, e este, por sua vez, num desafio direto ao orçamento das famílias.

Embora Portugal esteja geograficamente afastado da zona de tensão, os mercados não reconhecem fronteiras. A instabilidade numa região estratégica para a produção e transporte de energia pode desencadear diversos efeitos, designadamente ao nível do aumento dos preços ou na pressão sobre a inflação, com manutenção das taxas de juro em níveis elevados, por parte do Banco Central Europeu.

Perante um cenário de manutenção do conflito, a questão deixa de ser “se” haverá impacto e passa a ser “como” nos preparamos para ele.

Energia cara: o primeiro efeito dominó no custo de vida

O Médio Oriente continua a ser um dos principais polos globais de petróleo e gás. Quando há instabilidade:

  • Os preços do petróleo sobem nos mercados internacionais;
  • Os combustíveis ficam mais caros;
  • Os custos de eletricidade e gás aumentam;
  • O transporte e a produção de bens tornam-se mais dispendiosos.

Este impacto espalha-se na economia e pode chegar ao consumidor. Para muitas famílias, tal poderá traduzir-se numa perda silenciosa de poder de compra: com o mesmo rendimento passa a poder comprar menos bens essenciais. Nos agregados mais vulneráveis, onde energia e alimentação representam uma fatia significativa do orçamento, o impacto será ainda mais severo.

 

Inflação e juros: o segundo efeito

Quando a energia encarece, a inflação tende a subir. Para controlar esse fenómeno, o Banco Central Europeu pode manter as taxas de juro elevadas durante mais tempo.

As consequências práticas para o consumidor serão:

  • Prestações do crédito à habitação mais elevadas ( taxa variável ou mista);
  • Crédito ao consumo mais caro;
  • Menor rendimento disponível;
  • Maior dificuldade em poupar.

Adicionalmente poderemos estar perante um risco acrescido para as famílias, não tanto pelo aumento imediato das prestações, mas pela sua persistência ao longo do tempo.

 

Riscos financeiros num contexto de incerteza

Num ambiente económico instável, as fragilidades financeiras tornam-se mais evidentes, fomentando comportamentos de maior risco:

  • Recurso ao crédito para despesas correntes;
  • Redução da poupança de emergência;
  • Tomada de decisões financeiras sob pressão emocional;
  • Vulnerabilidade acrescida e exposição a promessas de “ganhos rápidos”.

Acresce que o clima de incerteza nas famílias não se reflete apenas a nível económico, mas também a nível psicológico.

 

COMO PROTEGER O ORÇAMENTO FAMILIAR

Embora não seja possível controlar a evolução do conflito, há medidas concretas que ajudam a minimizar os impactos financeiros.

Além das medidas clássicas de prudência financeira, este contexto exige uma abordagem mais estratégica.


  1. Transformar o orçamento num instrumento hábil

Não bastará ficar por “anotar despesas”, será fundamental classificá-las, identificando aquelas que são realmente essenciais, das ajustáveis ou até daquelas que poderão ser adiáveis e criar cenários, fazendo simulações para o eventual impacto mais desfavorável (ex.: combustível aumentar 10%, ou a Euribor crescer 2%) ou até definir limites máximos para categorias variáveis.

 

Proposta da DECO:

Criação de um “orçamento anticrise”, ou seja, uma versão alternativa do orçamento familiar que pode ser ativada rapidamente em caso de agravamento da situação financeira.


  1. Construir uma poupança de resiliência (não apenas de emergência)

Tradicionalmente recomenda-se a constituição de uma poupança equivalente a cerca de seis meses de despesas fixas, destinada a fazer face a imprevistos.

 

Proposta da DECO:

Os consumidores podem ir mais além, criando uma poupança estratégica, complementar ao fundo de emergência, destinada a um fundo de oportunidade que permita, quando adequado e sempre de acordo com o perfil de risco e a situação financeira da família, aproveitar eventuais quedas de mercado.

 

Desta forma, a poupança deixa de ser apenas defensiva e passa a assumir também um papel estratégico, contribuindo para uma maior resiliência financeira ao longo do tempo.


  1. Fazer uma gestão ativa dos créditos

Num contexto de juros elevados, será relevante analisar o spread e avaliar as condições dos créditos e, se necessário, negociar com o banco antes do surgimento de eventuais dificuldades reais surgirem.

 

Proposta da DECO:

Criar um “plano de amortização progressiva”, canalizando automaticamente parte de rendimentos extraordinários (subsídios, prémios, reembolsos de IRS) para reduzir capital em dívida.


  1. Reduzir a dependência energética do agregado familiar

Sendo a origem da crise energética, fará sentido que as famílias atuem nesta frente.

 

Propostas da DECO:

  • Invista em eficiência energética (isolamento, eletrodomésticos eficientes);
  • Avalie adotar soluções como painéis solares, quando financeiramente viável;
  • Reduza desperdício energético com monitorização do consumo.

Estas decisões não são apenas ecológicas ou sustentáveis, mas são estratégicas em cenários de instabilidade global.


  1. Usar a Literacia Financeira como escudo

Em períodos de incerteza, invista na sua literacia financeira, pois informação é poder.

 

Proposta da DECO:

  • Reforço da educação financeira nas escolas;
  • Campanhas públicas sobre gestão de crédito em contextos inflacionistas;
  • Criação de simuladores públicos simples para avaliar impacto de subidas da Euribor.

Uma sociedade financeiramente informada é mais resiliente a choques externos.

Conclusão: da vulnerabilidade à resiliência

O conflito no Médio Oriente pode parecer distante, mas os seus efeitos podem manifestar-se no preço do combustível, na fatura da eletricidade e na prestação da casa.

A diferença para as famílias entre sofrer o impacto ou absorvê-lo com maior segurança está na preparação para o cenário mais desfavorável.

Num mundo volátil, a estabilidade financeira não depende apenas do que acontece “lá fora”, mas depende, sobretudo, das decisões tomadas dentro de casa.

Planeamento, prevenção e estratégia deixam de ser opções prudentes. Tornam-se instrumentos essenciais de autonomia económico-financeira das famílias portuguesas.

 

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Preparar-se para o inesperado: kit de sobrevivência com uma reserva financeira inteligente

Vivemos tempos em que catástrofes naturais, falhas de energia ou ruturas nos sistemas digitais de pagamentos deixaram de ser cenários académicos, como os recentes apagões ou fenómenos climatéricos já mostraram.

Estar preparado pode fazer a diferença entre uma situação de pânico e uma resposta calma e eficaz.

O que é um kit de sobrevivência?

Um kit de sobrevivência é uma mochila ou caixa com itens essenciais para garantir a segurança e o bem-estar durante uma emergência, como sismos, tempestades, falta de eletricidade ou outras catástrofes. Este kit deve estar acessível e ser periodicamente revisto para confirmar que tudo funciona e está dentro da validade.

 

Esses itens  essenciais incluem:

    • Água potável e comida não perecível (enlatados, barras energéticas)
    • Rádio portátil a pilhas e pilhas extra, lanterna
    • Caixa de primeiros socorros
    • Cobertores / manta térmica
    • Apito, canivete multifunções, corda leve
    • Cópias de documentos (cartão de cidadão, seguros, contactos de emergência)
    • Dinheiro físico (notas e moedas) em quantidade moderada

A lista completa inclui ainda  itens específicos para animais de companhia, medicamentos de uso regular e outros acessórios úteis no momento da crise.

 

Por que incluir dinheiro no kit de sobrevivência?

Com a crescente dependência de pagamentos digitais, cartões, MB Way, transferências, é fácil esquecer que, em emergências, os sistemas eletrónicos podem falhar. Estudos e experiências recentes demonstram que, quando as infraestruturas caem, a procura por dinheiro físico dispara, porque é o único meio de pagamento disponível.

Organismos como o Banco Central Europeu e autoridades financeiras recomendam que o dinheiro vivo funcione como um “pneu suplente” do sistema de pagamentos: um instrumento simples que garante que se podem fazer compras essenciais mesmo quando a tecnologia falha.

 

Qual é a quantia recomendada?

Não se trata de acumular grandes somas de dinheiro em casa,  isso aumenta riscos de segurança (roubo, perda) e de desvalorização pela inflação.

 

Uma reserva prática e equilibrada pode ser:

    • Entre 70€ e 100€ por pessoa, suficiente para cerca de 72 horas de despesas essenciais
    • Em contextos ou recomendações mais conservadoras, pode considerar-se um valor equivalente a uma semana de gastos básicos

Sugere-se que o dinheiro seja guardado em notas de baixo valor, o que facilita compras imediatas de bens essenciais.

 

Preparação sustentável e gestão financeira

Ao conjugar um kit de sobrevivência físico com um kit de preparação financeira, ganha-se não só resiliência frente a catástrofes, como também maior controlo sobre o orçamento e a segurança familiar.

 

Boas práticas a adotar:

    • Inclua sempre dinheiro físico no kit, mas apenas o suficiente para o essencial
    • Reveja regularmente o kit (validades, estado dos objetos e notas)
    • Discuta com a sua família sobre a localização do kit e quando e como deve ser usado
    • Combine este kit com outros hábitos de literacia financeira: criar um fundo de emergência separado no banco, controlar gastos mensais, definir prioridades de poupança e evitar sobre-endividamento

Proteja-se. Esteja preparado.
Um kit de sobrevivência bem planeado oferece autonomia, tranquilidade e capacidade de agir quando mais importa.

 

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Burlas e fraudes com empréstimos e investimentos: proteja-se

Nos últimos anos, muitas pessoas têm sido enganadas por esquemas de crédito fácil e investimentos fraudulentos, especialmente em criptoativos.

 

DECO ALERTA: Estes golpes são cada vez mais sofisticados e aproveitam-se da falta de informação e da confiança em ofertas online.

 

Como estas burlas funcionam

Muitas das fraudes que chegam à DECO seguem dois padrões principais:

  • Crédito fácil: prometem dinheiro rápido e sem risco, mas pedem pagamentos antecipados de “taxas” ou “comissões”.
  • Investimentos em criptoativos: prometem altos retornos garantidos sem risco, usando plataformas falsas ou entidades não autorizadas que desaparecem com o seu dinheiro.

 

Hoje grande parte destas ofertas circula nas redes sociais, muitas vezes promovida por “influenciadores financeiros” sem qualquer formação ou autorização.

 

Por que isto acontece

A digitalização dos serviços financeiros trouxe mais facilidade para todos, mas abriu também espaço para esquemas fraudulentos. Se o cidadão não tiver experiência em crédito ou criptoativos, pode ser difícil distinguir uma oferta legítima de uma burla.

Fraudes digitais estão a aumentar em todo o mundo, usando técnicas como websites falsos, mensagens personalizadas e contactos online que parecem confiáveis.

 

Riscos que deve conhecer

Existem três grandes áreas em que deve ter atenção:

  1. Vulnerabilidade económica – se procura soluções rápidas de liquidez, é mais fácil ser alvo de burla.
  2. Complexidade dos produtos – não confunda criptoativos com instrumentos financeiros tradicionais; nem todas as plataformas são autorizadas.
  3. Confiança em terceiros não qualificados – mesmo que alguém pareça “influente” ou pareça conhecer o mundo financeiro, sem autorização legal é arriscado confiar-lhe o seu dinheiro.

 

Como se proteger

Para manter o seu dinheiro seguro, siga estas regras:

  • Verifique sempre se a entidade está autorizada no site do Banco de Portugal ou na CMVM-Comissão do Mercado de Valores Mobiliários;

 Consulte aqui a lista de Intermediários de Crédito Autorizados junto do  Banco de Portugal

Consulte aqui a lista de Intermediários Financeiros Autorizados junto da CMVM

  • Desconfie de promessas de retornos altos sem risco – no mundo financeiro, risco e retorno caminham juntos;
  • Evite contactos via redes sociais com ofertas “exclusivas” ou urgentes;
  • Denuncie qualquer oferta suspeita às autoridades competentes.

 

ATENÇÃO: As burlas não são um fenómeno isolado. São uma consequência da evolução dos mercados e da digitalização financeira. Informe-se, questione e proteja-se: tomar decisões conscientes é a sua melhor defesa contra fraudes financeiras.

 

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Receba toda a informação atualizada sobre o planeamento e a gestão das finanças  pessoais e sugestões de  poupança e investimento no seu e-mail.

 

 

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Guia Prático de Planeamento e Objetivos Financeiros para 2026

Pequenos hábitos, grandes mudanças no seu dinheiro

O início de um novo ano é o momento ideal para redefinir a relação com o dinheiro. 2026 pode ser o ano em que passa do improviso financeiro para um plano consciente, realista e sustentável.

 

Este guia não propõe cortes radicais nem orçamentos impossíveis de cumprir. Pelo contrário, baseia-se em pequenos hábitos consistentes, que ajudam a ganhar controlo, reduzir o stress financeiro e aproximar-se dos seus objetivos.

 


PASSO 1 – Conhecer a sua realidade financeira (Janeiro)

 

Antes de poupar, investir ou definir objetivos, é essencial saber exatamente para onde vai o seu dinheiro.

 

Não precisa de uma aplicação sofisticada ou de uma folha de cálculo complexa. Um simples caderno, uma nota no telemóvel ou até fotografias dos talões são suficientes. O objetivo não é julgar-se, mas sim ter informação real para tomar decisões conscientes.

 

O desafio de janeiro:

Durante um mês, registe todas as despesas, sem exceção:

  • Café da manhã
  • Supermercado
  • Transportes
  • Renda/prestação da casa
  • Subscrições
  • Lazer

 

Muitas pessoas ficam surpreendidas:

  • “Só 3 euros por dia” tornam-se 90 euros por mês
  • Pequenas compras frequentes pesam mais do que uma compra planeada
  • Subscrições esquecidas continuam a ser cobradas

 

Este retrato real é a base de todo o planeamento financeiro para 2026.

 


PASSO 2 – Reduzir gastos por impulso (ao longo do ano)

 

Um dos maiores inimigos do orçamento é o comprar  por impulso.

 

A regra dos 30 segundos

Antes de qualquer compra não essencial, pare 30 segundos e pergunte:

  1. Preciso mesmo disto?
  2. Já tenho algo que cumpre a mesma função?
  3. Como me vou sentir com esta compra daqui a uma semana?

Este pequeno exercício de consciência tem um poder surpreendente. A maioria das compras por impulso não resiste a 30 segundos de reflexão genuína

 

Para valores mais elevados, aumente o tempo de reflexão:

  • Até 50 € → espere 24 horas
  • Até 200 € → espere uma semana
  • Valores superiores → espere um mês

Se passado esse tempo a vontade se mantiver, a compra será provavelmente consciente  e não emocional.

 


PASSO 3 – Pagar a si próprio primeiro (objetivo anual)

 

Um erro muito comum é tentar poupar “o que sobra” no fim do mês.

 

Na prática, raramente sobra.

Inverta a lógica:
  • No dia em que recebe o rendimento, transfira automaticamente uma percentagem para poupança
  • Comece com 5% ou 10%
  • Use uma conta separada
  • Automatize a transferência

Este é o princípio de pagar a si próprio primeiro: antes das contas, antes do lazer, investe no seu futuro financeiro.

 

Objetivo para 2026: criar uma rotina automática de poupança sustentável.

 


PASSO 4 – Controlar a despesa no supermercado (mensal)

 

O supermercado é uma das áreas onde mais dinheiro se perde sem perceber.

 

Hábitos essenciais:
  • Planeie as refeições da semana
  • Faça uma lista de compras
  • Vá ao supermercado sem fome
  • Cumpra a lista

 

Este simples hábito pode reduzir a fatura entre 30% a 50%, diminuir o desperdício alimentar, poupar tempo e contribuir para uma alimentação mais equilibrada.

 


PASSO 5 – Rever contratos e subscrições (1 a 2 vezes por ano)

 

Janeiro é o mês ideal para uma auditoria financeira, mas este exercício deve repetir-se ao longo do ano.

 

Faça uma lista de:
  • Streaming (TV, música)
  • Ginásios
  • Aplicações premium
  • Revistas digitais
Pergunte:
  • Uso regularmente?
  • Justifica o custo?
  • Há alternativas mais baratas?

 

Não se esqueça de:
  • Telecomunicações
  • Seguros
  • Energia

 

Negociar contratos ou mudar de fornecedor pode resultar em poupanças significativas anuais, muitas vezes com uma simples chamada.

 


PASSO 6 – Criar um fundo de emergência (objetivo-chave para 2026)

 

O fundo de emergência é um dos pilares da segurança financeira.

 

Objetivo:
  • Acumular o equivalente a 3 a 6 meses das despesas essenciais

 

Este fundo serve para:
  • Avarias
  • Reparações urgentes
  • Problemas de saúde
  • Perda de rendimento

 

Evita recorrer a crédito caro e protege-o de ciclos de endividamento.

 

Comece já, mesmo com 20 ou 30 euros por mês.
O mais importante é o hábito, não o valor inicial.

 


PASSO 7 – Definir objetivos financeiros claros para 2026

Depois de ganhar controlo sobre o dinheiro, defina objetivos concretos:
  • Criar ou reforçar o fundo de emergência
  • Reduzir dívidas
  • Poupar para férias, casa ou educação
  • Aumentar a poupança mensal
  • Preparar investimentos futuros

 

Os objetivos devem ser:
  • Realistas
  • Mensuráveis
  • Ajustados à sua realidade

 

Uma mensagem final

A mudança financeira é uma maratona não um sprint.
Pequenas decisões repetidas ao longo de 2026 terão um impacto muito maior do que resoluções radicais abandonadas em fevereiro.

A proposta da DECO é simples:
Novo Ano, Novo Relacionamento com o Dinheiro.
O seu futuro financeiro começa nas escolhas que faz hoje.

 

 

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Entre em contacto os especialistas do Gabinete de Proteção Financeira através do telefone 213 710 238 ou envie-nos as suas dúvidas para o protecaofinanceira@deco.pt

 

Receba toda a informação atualizada sobre o planeamento e a gestão das finanças  pessoais e sugestões de  poupança e investimento no seu e-mail.

 

 

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Natal à última hora: como salvar a carteira antes da meia-noite

O relógio acelera, as ruas iluminam-se e a lista de tarefas parece não ter fim. Se a ceia ainda não está definida, as compras por fazer e os presentes por escolher, respire fundo: não está sozinho.

 

Deixar tudo para os últimos dias é comum, mas sem estratégia, pode sair caro.

 

É nesta reta final que o sentimento de "não fiz o suficiente" surge. A ceia podia ser melhor. Os presentes parecem poucos. O tempo, definitivamente, é curto. E a carteira começa a ouvir uma conversa para a qual não foi convidada.

 

Deixar tudo para a última hora não é falha pessoal, é a vida a acontecer. Trabalho que não abranda, dias que se atropelam, um calendário que nunca pergunta se estamos prontos. O problema não está na pressa, mas sim em deixar que ela decida por nós.

 

Nestes dias, compra-se rápido e pensa-se depois. Gasta-se para aliviar a culpa, cumprir um ritual social ou evitar a sensação de ter ficado aquém. A urgência é péssima conselheira, especialmente quando vem acompanhada de cartões de crédito, prestações e um Janeiro silencioso à espera.

 

Primeiro passo: parar, respirar e definir prioridades

Antes de correr para as lojas, faça uma breve pausa e pergunte-se:

  • O que é realmente essencial neste Natal?
  • Onde posso reduzir sem perder o espírito da festa?
  • Quanto posso gastar sem comprometer o orçamento de janeiro?

 

Dica DECO: Esta reflexão é a base para criar um orçamento realista. Prioridades claras são o primeiro passo para um Natal mais equilibrado, mesmo quando o planeamento é de última hora.

 

 

Compras de última hora: pouco tempo, escolhas inteligentes

Mesmo com os dias contados, é possível comprar melhor:

  • Compare preços online antes de sair de casa.
  • Dê preferência a produtos sazonais ou locais, geralmente mais baratos.
  • Faça uma lista rigorosa e fuja às compras por impulso.
  • Pode optar  por supermercados ou plataformas online para poupar tempo e evitar filas.

 

Dica DECO: Organização e tecnologia são grandes aliadas, sobretudo nos últimos dias. Ao comprar online, não se esqueça de verificar a credibilidade do vendedor, as condições de entrega, troca e devolução e de guardar sempre os comprovativos da compra.

 

Uma ceia simples também pode ser memorável

Se a ceia ainda é um ponto de interrogação:

  • Opte por pratos simples, rápidos e saborosos.
  • Partilhe a mesa com família ou amigos: cada um leva um prato ou bebida.
  • Recorra a receitas de Natal já testadas, tradição também é poupança.

 

Dica DECO: Simplificar não retira a magia à mesa, mas reduz o stress e protege o orçamento, evitando gastos excessivos em ingredientes de última hora.

 

Presentes: menos preço, mais significado

Para quem deixou os presentes para a última hora:

  • Aposte em ofertas feitas à mão, vales de tempo ou experiências.
  • Considere um amigo secreto ou trocas de presentes.
  • Valorize gestos e memórias, em vez de embalagens dispendiosas.

 

Dica DECO: Um presente pensado vale sempre mais do que um gasto impulsivo. Evitar o consumo por pressão social protege o seu capital.

 

Evitar desperdício é poupar, mesmo em cima da hora

Em plena correria, não se esqueça:

  • Ajuste as quantidades à realidade.
  • Aproveite sobras para refeições nos dias seguintes.
  • Prefira ingredientes versáteis, que possam ser usados depois do Natal.

 

Dica DECO: Cada ingrediente bem aproveitado é uma poupança que conta. Evitar o desperdício é um pilar da sustentabilidade financeira.

  

Depois do Natal: aprender para o futuro

Quando o ritmo abrandar:

  • Compare o que gastou com o que tinha previsto.
  • Identifique o que correu bem e o que pode melhorar.
  • Guarde ideias, receitas e estratégias para o próximo Natal.

 

Dica DECO: Aprender com esta experiência permitir-lhe-á preparar um Natal futuro mais tranquilo.

 

Mesmo à última hora, é possível ter saldo positivo

Deixar tudo para os últimos dias não tem de ser sinónimo de despesas excessivas. Com escolhas conscientes, partilha e algum foco no essencial, é possível celebrar o Natal sem desequilibrar as finanças.

Este ano, transforme a pressa em criatividade, afeto e equilíbrio.
Lembre-se: um Natal com saldo positivo também se constrói, mesmo em cima da hora.

 

 

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Ceia de Natal com Planeamento & Solidariedade Financeira

O Natal aproxima-se e com ele chegam as luzes, os encontros de famílias e a ceia. Em muitos lares, essa ceia representa um esforço financeiro elevado, o bacalhau, o polvo, as rabanadas, decorações, presentes… tudo se acumula.

 

Mas é possível viver este momento com alegria e significado, sem sacrificar o orçamento.

 

A ceia representa muitas vezes uma das rubricas mais dispendiosas do Natal.

 

Sem planeamento, o risco de consumo impulsivo dispara, especialmente num contexto de subida dos preços de bens essenciais. Por isso, organizar a ceia com antecedência, definir uma estratégia e privilegiar a cooperação familiar não é apenas bom senso, é uma forma de se proteger financeiramente e de fortalecer os laços.

 

Planeamento: o mapa para uma ceia equilibrada

Defina um orçamento para a ceia, como quem traça o caminho da festa. Esse orçamento deve contemplar tudo: ingredientes principais, entradas e sobremesas, bebidas e, se necessário, decoração.

  • Faça a listagem de todos os pratos e quantidades aproximadas por convidado.
  • Compare os preços entre supermercados ou mercados locais antes de comprar.
  • Faça compras com antecedência, especialmente de produtos não perecíveis.

 

Este planeamento evita desperdício, gastos excessivos e dá paz de espírito, afinal, saber quanto se vai gastar é a base para manter o saldo positivo.

Ceia com partilha: quando o festim é de todos

Para tornar a noite de Natal mais leve, não só no bolso, mas também no esforço e rica em significado, proponha à família ou aos convidados uma ceia partilhada.

  • Cada pessoa ou família traz um prato (entrada, prato principal, acompanhamento, sobremesa, bebida…).
  • Combine previamente quem traz o quê, evitando sobreposição ou falta de alimentos.
  • Valorize tradições familiares: aquele doce da avó, o arroz da tia, uma receita antiga, o vinho de um primo, tornam a ceia mais afetiva e com menor custo.

 

Este formato tem várias vantagens:

  • reduz o custo para a pessoa que organiza;
  • transforma a ceia numa experiência coletiva, com histórias, sabores e memórias partilhadas;
  • permite que cada um contribua de acordo com as suas possibilidades e tempo;
  • distribui a responsabilidade e o trabalho, de forma justa e solidária.

 

Quando todos contribuem, o peso financeiro divide-se e, claro, o espírito de comunidade cresce.

 

Aproveitar bem os ingredientes: sobras, simplicidade e sustentabilidade

O planeamento da ceia também deve incluir a gestão consciente dos desperdícios:

  • Calcule bem as quantidades para evitar desperdício excessivo.
  • Aproveite sobras para refeições dos dias seguintes (empadões, quiches, sopas, pratos rápidos).
  • Prefira ingredientes sazonais ou tradicionais, normalmente mais acessíveis e com apelo emocional para a época.

 

Este tipo de organização ajuda a manter os gastos controlados e apoia um consumo mais sustentável, financeiramente e ambientalmente.

 

Presentes e espírito de Natal: gastar menos, dar mais

Embora o foco seja a ceia, o Natal costuma envolver presentes. A lógica da partilha da ceia pode inspirar também os presentes:

  • Priorize gestos e memórias, por exemplo os presentes feitos à mão, vales de tempo ou pequenos gestos, em vez de compras impulsivas.
  • Combine dentro da família ou grupo um orçamento para presentes ou considere a ideia de “presentes comuns” ou “trocas de presentes” para reduzir o gasto total.

 

Dessa forma, o Natal mantém o seu espírito, e as finanças, o equilíbrio.

Depois da festa: fazer as contas e aprender

Quando a ceia acabar e os panos de mesa forem guardados, reserve um tempo para rever os gastos:

  • Compare o custo real, ou seja o que gastou, com o orçamento planeado.
  • Avalie o que correu bem e o que pode ser ajustado para o próximo ano.
  • Guarde notas, receitas e recordações, elas serão uma grande ajuda a planear melhor o próximo Natal.

 

A reflexão pós-Natal permite transformar a ceia e as celebrações num exercício de literacia financeira, fortalecendo hábitos saudáveis para toda a família.

 

Uma ceia mais justa para todos

Com planeamento, partilha e consciência, a ceia de Natal pode ser uma festa de sabores e união, não um peso para a carteira. A preocupação não é apenas reduzir gastos, mas redistribuí-los de forma inteligente, valorizando o que realmente importa: companhia, afeto, partilha e memória.

 

Que neste Natal cada prato conte uma história e que cada contribuição seja um presente para todos.

 

 

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Natal Sem Stress e com SALDO POSITIVO

Como Dominar os Gastos e Ainda Apreciar Cada Momento

O Natal chega todos os anos como aquele amigo inesperado que aparece na nossa porta com uma mala cheia de surpresas, algumas boas, outras… menos boas para a carteira. Época de luzes, jantares e presentes, mas também de pequenos “furacões financeiros” que podem estragar o espírito festivo.

 

O Orçamento é o seu Trenó: Priorize os Presentes

Imagine que o seu orçamento é um trenó. Cada presente será colocado no saco do Pai Natal. Se o encher demais, o trenó quebra; se escolher com critério, chega alegremente ao destino.

A chave é planear e fazer opções que realmente façam sentido para si e para quem recebe o presente. Se já utilizou as Três Estratégias de Ouro para garantir um saldo positivo e liquidar as suas prioridades financeiras (pode rever o seu plano no nosso artigo sobre o Subsídio de Natal: Desafios e Estratégias para um saldo positivo), agora é tempo de executar a fase de consumo festivo com critério.

 

Criatividade é a Nova Moeda: Presentes de Valor Não Têm Preço (e Poupa Tempo!)

Nem sempre o valor está no preço. Um presente feito à mão, uma receita especial, um voucher para uma experiência partilhada ou até um “vale para um jantar caseiro” podem ter um impacto emocional maior do que qualquer artigo caro. Mais: estas escolhas tendem a poupar dinheiro e tempo, os dois recursos mais preciosos nesta época.

 

Transforme o Consumo em Jogo: Defina Limites e Pontuações

Desafie-se: pode fazer um concurso interno para ver quem consegue encontrar o presente perfeito dentro do orçamento definido, ou estabelecer limites de “pontuação” para cada compra. Um pequeno toque lúdico transforma a pressão em diversão e ainda mantém as finanças controladas.

 

Consumo Consciente: Fuja das Armadilhas do Consumo

 

Se se sentir tentado a comprar só porque “é Natal”, pare. Pergunte-se: este presente vai criar memórias ou apenas ocupar espaço? Comprar sem critério é como cair nas armadilhas do consumo impulsivo, e ninguém quer isso.

 

Tecnologia a Favor do Bolso: Apps e Alertas

 

Apps de comparação de preços, alertas de promoções, listas digitais de compras: use a tecnologia como aliada, mas sem cair na armadilha de gastar por impulso. Programar alertas e definir limites diários de gasto é quase como ter um “assistente financeiro” no bolso.

O melhor presente? Equilíbrio e tempo de qualidade

 

No final, o Natal não é sobre acumular presentes, mas sobre partilhar momentos, histórias e memórias. Planeie os gastos, sim, mas também planeie tempo para si e para os outros. A verdadeira riqueza desta época está na experiência, não no extrato bancário.

 

Dica de ouro: Antes de comprar, respire fundo, visualize o impacto da compra no seu orçamento e pergunte-se: isto vai trazer alegria real ou só vai ocupar espaço no armário? A resposta é muitas vezes mais poderosa do que qualquer desconto.

 

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