As alterações nas retenções na fonte ao longo de 2025 levaram a que muitos portugueses passassem a receber mais rendimento mensal. No entanto, esse alívio imediato está agora a refletir-se em reembolsos mais baixos ou até em valores a pagar no momento da liquidação do IRS.

Esta é uma realidade para a qual a DECO já tinha vindo alertar, mas que está a apanhar os contribuintes desprevenidos, sobretudo aqueles que avançam diretamente para a submissão da declaração sem qualquer verificação prévia.

VERIFICAR

A DECO tem  verificado que esse risco aumenta com a utilização do IRS automático. Apesar de ser uma ferramenta que simplifica o processo, o pré-preenchimento não dispensa verificação. Podem existir omissões, incongruências ou opções fiscais menos favoráveis. Situações como a escolha entre tributação conjunta ou separada devem ser analisadas caso a caso, pois podem traduzir-se em perdas financeiras evitáveis.

Há um conjunto de verificações essenciais para salvaguardar o interesse do consumidor:

  • validação de todos os rendimentos declarados;
  • revisão rigorosa das deduções à coleta;
  • confirmação dos valores de retenção na fonte.

Um erro ou omissão em qualquer um destes pontos pode alterar significativamente o imposto apurado.

IRS JOVEM

A estas cautelas soma-se, este ano, um elemento adicional: o IRS Jovem. O regime, que permite uma redução significativa do imposto para jovens trabalhadores, exige verificação cuidada dos critérios de elegibilidade e da aplicação correta do benefício. Há casos em que o regime não é ativado quando deveria ser, ou é aplicado sem confirmação adequada, levando a perdas financeiras ou a erros na liquidação.

Mais informação: IRS Jovem: Como Pagar Menos

SIMULAR

Antes da submissão, há uma regra que deve ser encarada como indispensável: simular sempre.

A simulação permite antecipar o resultado da declaração, se haverá reembolso ou imposto a pagar e, mais importante, testar diferentes cenários para identificar a opção mais favorável. Trata-se de um mecanismo simples de gestão financeira preventiva, ainda assim frequentemente ignorado, com impacto direto no rendimento disponível.

Mais informação:  IRS sem surpresas: cumprir prazos é proteger o seu dinheiro

IBAN

Outro aspeto crítico é a confirmação do IBAN. Um dado incorreto pode atrasar ou impedir o reembolso, agravando dificuldades de tesouraria, sobretudo para agregados mais vulneráveis.

DECLARAÇÃO DE SUBSTITUIÇÃO

Acresce que, este ano, algumas falhas técnicas na consulta de reembolsos no Portal das Finanças estão a gerar mais incerteza. Ainda assim, estas limitações não substituem a responsabilidade do contribuinte em garantir que a declaração do imposto  está correta no momento da entrega.

Embora exista a possibilidade de corrigir erros através de uma declaração de substituição, esta deve ser encarada como uma solução de recurso. Na ótica da proteção financeira, o foco deve estar na prevenção e na tomada de decisões informadas à partida.

Num contexto fiscal mais complexo e com maior risco de resultados inesperados, a mensagem é clara: verificar, validar e simular antes de submeter. Ignorar estes passos pode significar, perder dinheiro ou pagar mais imposto do que o necessário,  um risco que, com informação e atenção, é perfeitamente evitável.

 

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