A escalada de tensão no Irão está a pressionar gravemente o setor energético europeu. Logo nos primeiros 50 dias de conflito, a Europa viu-se obrigada a gastar mais 24 mil milhões de euros na importação de produtos petrolíferos. Perante este cenário, a Comissão Europeia apresentou um conjunto de medidas que visam proteger os consumidores e garantir o abastecimento.


Vales energéticos e proteção dos mais vulneráveis

 

A proposta de Bruxelas foca-se na criação de vales energéticos para ajudar as famílias a enfrentar os picos de preços. Além disso, sugere a redução de impostos especiais sobre a eletricidade para os agregados familiares em situação de maior vulnerabilidade.

 

A Comissão alerta, no entanto, para a necessidade de os apoios serem temporários e direcionados. A experiência de crises anteriores, como a de 2022, mostrou que subsídios generalizados ou descidas cegas de impostos (como o IVA) podem ser ineficazes e excessivamente dispendiosos para os cofres públicos.

 

Vigilância apertada aos combustíveis

 

Para evitar falhas no mercado, será criado já em maio o Observatório dos Combustíveis. Este organismo terá como missão:

  • Acompanhar a produção, importações e níveis de stock  de combustíveis na União Europeia;
  • Identificar rapidamente riscos de escassez de combustíveis;
  • Garantir uma distribuição equilibrada de combustível em caso de emergência.

 

Aviação e transportes

Um dos pontos críticos prende-se com o jet fuel (combustível para aviação). Existe o risco real de falta de abastecimento, o que paralisaria o turismo e a conectividade aérea. Bruxelas está a coordenar esforços para encontrar fontes alternativas, com a possibilidade de recorrer ao mercado norte-americano, e a avaliar a criação de reservas estratégicas especificamente para este setor.

 

O caminho é a autonomia

A mensagem central da Comissão Europeia é clara: a Europa tem de acelerar a transição energética. A dependência de combustíveis fósseis externos é uma vulnerabilidade que só poderá ser mitigada com o investimento em energias renováveis e na produção de energia nuclear dentro dos Estados-membros.

 

Embora medidas como o incentivo ao teletrabalho tenham ficado fora deste pacote final, o quadro temporário de auxílios estatais dará agora maior flexibilidade aos governos nacionais para apoiar os setores económicos mais expostos a esta crise.

 

Conte com o nosso apoio

Na DECO, sabemos que cada família é um caso e que as medidas nem sempre chegam à sua carteira de forma imediata. É por isso que a DECO se diferencia pelo apoio próximo e especializado.  As nossas equipas ajudam os agregados familiares a fazer uma análise detalhada do seu perfil de consumo energético. Assim, a DECO identifica onde o consumidor pode poupar, sugerindo soluções adaptadas à sua realidade, desde pequenas mudanças de hábitos até à recomendação de melhorias na eficiência da sua habitação ou na escolha da tarifa de energia mais adequada para si.

 

A DECO está presente em todo o país através dos Balcões de Habitação e Energia (BHE), onde técnicos qualificados o podem apoiar de forma personalizada.

 

Encontre aqui o Espaço DECO mais próximo de si: https://deco.pt/balcao-de-habitacao-e-energia/

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