Proteja o seu futuro em tempos de incerteza: Poupança é poder!

Confrontados com a possibilidade de nova crise energética e perante um mundo em mudança, e cada vez mais imprevisível, uma certeza se impõe:

QUEM SE PREPARA HOJE, SOFRE MENOS AMANHÃ.

Neste quadro, a poupança deverá deixar de ser encarada como um sacrifício e passar a ser vista como uma escolha consciente, inteligente, que poderá ser até libertadora.

Para além de cortar despesas, trata-se de tomar o controlo da sua situação financeira. E isso começa com pequenas decisões diárias.

 

MUDE A FORMA COMO VÊ O DINHEIRO

No contexto atual, a segurança deverá ser especialmente valorizada, em detrimento do consumo imediato ou por impulso e a poupança deveria passar a ser olhada, desde cedo, como um “pagar-se a si próprio(a) em primeiro lugar”.

Poupar não deverá ser encarado como um “sacrifício” ou sinónimo de “deixar de viver”, mas antes como uma forma de promover o equilíbrio orçamental e garantir que continua a manter a qualidade de vida ao longo do tempo, mesmo perante o aumento do preço dos bens e serviços.

Cada euro poupado poderá ser um passo em direção à sua tranquilidade financeira.

 

ENERGIA: TRANSFORME A SUA CASA NUM ESPAÇO EFICIENTE

A sua casa pode ser uma aliada poderosa na redução de custos.

Ideias práticas e criativas:
  • Aproveite ao máximo a luz natural - abra cortinas durante o dia
  • Desligue o router durante a noite (pode poupar energia ao longo do ano)
  • Cozinhe com tampa nas panelas - reduz o tempo e o consumo de gás/eletricidade
  • Descongele alimentos naturalmente, evitando micro-ondas
  • Se possível, instale temporizadores ou tomadas inteligentes.
Em família:

Crie rotinas familiares, como “o último apaga a luz”, que poderão ajudar a criar hábitos duradouros.

 

ALIMENTAÇÃO: POUPAR COM INTELIGÊNCIA E “COM SABOR”

Comer bem não tem necessariamente de ser caro, sendo muitas vezes uma questão de organização.

Há estratégias que podem fazer diferença:

  • Experimente “dias sem carne”;
  • Prefira “frescos” de mercados locais ao invés de grandes superfícies;
  • Faça uma maior quantidade de refeições e congele;
  • Atenção à “despensa”: use em primeiro lugar os bens mais antigos;
  • Leve o almoço de casa e terá uma relevante fonte de poupança mensal.
Inspire-se:

Cozinhar pode tornar-se um momento de criatividade e partilha, não apenas uma obrigação!

 

CASA E CRÉDITO: GANHE MARGEM DE MANOBRA E PREVINA NOVA SUBIDA DE JUROS

  • Num cenário de juros elevados, cada ajuste conta.
  • Ações que podem aliviar o orçamento:
  • Fale com o seu banco: negociar é mais comum, e eficaz do que imagina;
  • Esteja atento a oportunidades de transferência de crédito;
  • Considere arrendar espaços não utilizados;
  • Reavalie todos os custos associados à casa, nomeadamente seguros, serviços e manutenção.
Lembre-se:

Pequenas reduções mensais acumulam centenas de euros ao longo do ano.

 

REDUZA AS DESPESAS “INVISÍVEIS”

Há despesas que quase não damos conta, mas que podem pesar no orçamento:

  • Subscrições de streaming ou outras, “esquecidas”;
  • Comissões bancárias evitáveis;
  • Compras impulsivas online;
  • Aplicações com renovações automáticas.
Desafio:

Faça uma “limpeza financeira” este mês. Poderá surpreender-se com o que encontrar.

 

NOVAS FORMAS DE POUPAR (e até de ganhar)!

  • Venda o que já não usa (roupa, móveis, tecnologia)
  • Aproveite cartões com cashback e descontos efetivos;

Invista em si:

  • Na sua aprendizagem em pequenas competências, como por exemplo em reparações, cozinha ou organização;
  • Em literacia financeira: conhecimento também pode gerar poupança;
  • Poupar também é cuidar de si!
  • Menos stress financeiro significa mais qualidade de vida: Dorme melhor, planeia melhor e vive com mais segurança.
Dica:

Crie um “Fundo de Emergência”, mesmo que aos poucos. É um dos maiores atos de auto-cuidado financeiro.

 

CONCLUSÃO: O FUTURO CONSTRÓI-SE NAS PEQUENAS DECISÕES

Não controlamos o que acontece no mundo, sejam crises, guerra, ou inflação/aumento de preços. Mas controlamos a forma como reagimos.

Poupar é mais do que uma necessidade em tempos difíceis.

É uma ferramenta de liberdade.

É um escudo contra a incerteza.

É um investimento na sua paz de espírito.

Comece hoje. Mesmo com pouco. Mesmo devagar.

Porque, no fim, não é sobre quanto ganha, é sobre como gere o que tem.

 

Precisa de mais informação?

Entre em contacto os especialistas do Gabinete de Proteção Financeira através do telefone 213 710 238 ou envie-nos as suas dúvidas para o protecaofinanceira@deco.pt

 

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REFORMAR A REFORMA

Neste Dia Mundial da Poupança a DECO alerta:
Poupar para a reforma, em Portugal, é cada vez mais urgente, tanto mais que a esperança média de vida continua a aumentar e o valor das pensões a diminuir.   Face à queda das pensões do Estado, é imperativo que os portugueses mudem o seu planeamento financeiro e que se criem novas políticas de proteção social.

 

Em 2025 as pensões tiveram um aumento máximo de 3,85%, de acordo com os escalões de atualização legal. No entanto, as projeções mais recentes da Comissão Europeia indicam que a taxa de substituição das pensões em Portugal cairá drasticamente. Segundo o Ageing Report 2024, a pensão média nacional deverá passar de 69.4% do último vencimento para 38.5% em 2050, caso não sejam implementadas reestruturações no sistema de Segurança Social.

 

Impõe-se planear antecipadamente a reforma para garantir um nível de vida digno, semelhante ao da idade ativa. Poupar para a reforma deve ser encarado como um objetivo ao longo de toda a vida ativa, iniciando-se logo que se entra no mercado de trabalho.

 

Poupar para a reforma é uma necessidade e um mecanismo de proteção financeira e de promoção da dignidade. Por isso, deve ser tratada como uma prioridade nacional, através de incentivos fiscais progressivos, produtos transparentes e educação financeira acessível a todas as idades.

 

Preparar a reforma é também compreender o valor do tempo: quanto mais cedo se começa, mais leve é o esforço. Pequenas poupanças regulares, decisões informadas e escolhas adequadas ao perfil de cada um fazem toda a diferença.

 

Reformar a forma como se pensa a reforma é, afinal, transformar o medo do futuro numa cultura de preparação e segurança. Só com cidadãos informados e políticas consistentes se pode garantir que envelhecer em Portugal é sinónimo de estabilidade e não de incerteza.

 

REALIDADE NACIONAL ATUAL:

  • Envelhecimento da população e baixa natalidade ameaçam a sustentabilidade do sistema público de pensões.
  • Muitos portugueses não têm poupança complementar e desconhecem como funciona a sua pensão futura.
  • A poupança para a reforma continua a ser um tema tabu, muitas vezes associada apenas a quem tem rendimentos elevados.

 

A DECO reconhece e lida com esta realidade diariamente. Milhares de consumidores procuram apoio e a equipa da DECO ajuda-os a equilibrar o presente sem perder de vista o amanhã e a tomar decisões conscientes e informadas.

 

Entre os consumidores reformados acompanhados pela Associação:

  • 54,1% vivem em casas arrendadas,
  • 24,6% têm casa própria sem hipoteca,
  • 9,8% ainda pagam crédito à habitação,
  • 11,5% vivem noutras situações habitacionais.

 

Os agregados familiares reformados têm ainda, em média, quatro créditos ativos, sobretudo créditos pessoais, no valor aprox. de 20.000 €, e cartões de crédito, no valor aprox. de 6.000 €.

 

As prestações mensais totalizam cerca de 680 € face a um rendimento líquido médio de 1.150 €, o que representa uma taxa de esforço próxima dos 60%, muito acima do limite recomendado de 35%. Estes números evidenciam a elevada vulnerabilidade financeira de quem chega à reforma sem poupanças próprias.

 

REIVINDICAÇÕES DA DECO NO DIA MUNDIAL DA POUPANÇA

Reformar a forma como pensamos a reforma
  • Objetivo: Não se trata apenas de poupar mais, mas de planear melhor e compreender o futuro financeiro de cada pessoa.
  • Como:
    • Implementando programas de literacia financeira e proteção para o futuro, que incluam a compreensão das pensões públicas e complementares e focados em poupança como complemento da pensão.
    • Garantindo apoio independente para orientar escolhas de poupança complementar e produtos financeiros, sem conflitos de interesse.
Direito à reforma, direito a poupar
  • Objetivo: A poupança para a reforma não pode ser um privilégio de quem tem rendimentos elevados; tem de ser um direito social e uma prioridade de política pública.
  • Como:
    • Criando incentivos fiscais progressivos que beneficiem todas as faixas de rendimento, tornando a poupança mais acessível.
    • Promovendo produtos de poupança simples, claros e transparentes, sem taxas escondidas, para que todos os cidadãos possam investir de forma segura.
    • Desenvolvendo políticas de inclusão financeira que permitam o acesso à poupança e à informação mesmo às pessoas com rendimentos mais baixos ou sem experiência financeira.
    • Reduzindo a carga fiscal sobre os depósitos a prazo.
A reforma começa hoje: pequenas decisões, grandes diferenças
  • Objetivo: Mostrar que poupar para a reforma não é apenas para ricos ou para o futuro distante; pequenas contribuições regulares têm impacto real a longo prazo.
  • Como:
    • Criando campanhas de sensibilização que expliquem a importância da poupança desde cedo, usando exemplos reais e acessíveis.
    • Assegurando acesso a informação imparcial, com orientação clara e independente, destacando o papel da DECO como facilitadora da decisão consciente.

 

As reivindicações da DECO procuram mitigar as dificuldades e desafios que as gerações mais jovens enfrentarão num futuro não tão longínquo quanto parece. Preparar a reforma hoje é assegurar a dignidade do amanhã.

 

Pode contactar o Gabinete de Proteção Financeira através do número 213 710 238, ou envie-nos as suas dúvidas para o e-mail: protecaofinanceira@deco.pt .

 

 

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Tenho um perfil de investidora muito conservador

 

Na véspera do Dia Mundial da Poupança, o #DECOPODe recebeu a ex-empresária e autora Rita Piçarra, mais conhecida entre os portugueses pela decisão de se reformar aos 44 anos.

Esta é uma conversa sobre poupança, investimento e, sobretudo, sobre o valor do tempo.

 

Reforme a forma de pensar na reforma e comece hoje a preparar o seu futuro.

 

 

Pode ouvir aqui o #DECOPODe

Ler mais


Nova plataforma da ASF permite comparar PPR: Mais transparência e informação

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) lançou recentemente uma nova plataforma digital que permite comparar os Planos de Poupança Reforma (PPR) disponíveis no mercado. Esta iniciativa representa um passo significativo no reforço da transparência, da literacia financeira e da proteção dos consumidores em matéria de poupança a longo prazo.

 

A DECO congratula-se com esta ferramenta, que facilita o acesso a informação essencial para a tomada de decisões conscientes, permitindo ao consumidor comparar de forma clara e simples:

  • As comissões aplicadas aos PPR
  • A rendibilidade histórica dos produtos
  • O nível de risco associado a cada PPR

 

A informação apresentada é atualizada anualmente ou sempre que haja alterações nas condições dos produtos, sendo da responsabilidade direta das empresas de seguros e das sociedades gestoras de fundos de pensões.

 

A metodologia usada garante a comparabilidade entre os produtos, o que contribui para decisões mais informadas e seguras por parte dos consumidores.

 

DECO Alerta

No entanto, a DECO alerta, tal como a própria ASF, que esta plataforma não deve ser encarada como uma recomendação de investimento.

 

A escolha de um PPR deve ser ponderada e adequada ao perfil e aos objetivos de cada consumidor.

 

Antes de subscrever qualquer produto de poupança, é fundamental:

  • Analisar o seu perfil de risco
  • Avaliar os seus objetivos de poupança e horizonte temporal
  • Esclarecer dúvidas junto das entidades comercializadoras
  • Solicitar informação especializada e isenta.

 

A poupança para a reforma é uma decisão de grande impacto no futuro financeiro de cada cidadão. Assim, a DECO reforça a importância de informar-se bem, comparar com cuidado e decidir com segurança.

 

Consulte a plataforma de comparação de PPR no site da ASF      PLATAFORMA PPR 

 

 

E, se tiver dúvidas, conte com os especialistas da DECO:
📞 213 710 238
📧 protecaofinanceira@deco.pt

 

 

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O que são as OTRV julho 2031?

As “OTRV julho 2031”, são Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável, emitidas pela Républica Portuguesa, representada pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública - IGCP, E.P.E.

São um instrumento de Dívida Pública, à semelhança dos Certificados de Aforro, mas com algumas diferenças, seja ao nível da rentabilidade, prémios, risco de eventual perda de capital, seja mesmo ao nível de comissões em que os investidores podem incorrer.

Prazo de subscrição:

As “OTRV julho2031” foram lançadas no dia 2 de julho e podem ser subscritas até às 15 h do dia 15 de julho de 2025, através de uma oferta pública de subscrição dirigida ao público em geral e de uma oferta pública de troca tendo como objeto as “OTRV julho 2025”. As ordens transmitidas poderão ser alteradas ou revogadas até ao final deste prazo.

Valor máximo de subscrição:

Pode subscrever entre o valor nominal unitário de 1 000 euros até um valor nominal global inicial de 1 milhão de euros (em múltiplos de 1 000 euros)

 

Prazo:

6 anos

 

Reembolso e rentabilidade:

A taxa de juro aplicável é variável e igual à Euribor a 6 meses acrescida de 0,25%, com pagamento de juros semestralmente, em 18 de janeiro e 18 de julho de cada ano, e com reembolso do capital em 18 de julho de 2031.

Como subscrever:

  • Deve transmitir a sua instrução ao Banco/intermediário financeiro antes do final do prazo.

Custos de Subscrição/Troca:

  • Para além do preço, pode estar sujeito a outros custos, designadamente de recolha de ordens de subscrição e/ou de troca, de custódia de títulos, bem como comissões sobre o pagamento de juros e de reembolso.

OTRV julho 2031 ou Certificados de Aforro – principais diferenças

  • Os Certificados de Aforro (CA) não estão sujeitos a comissões, ao contrário dos “OTRV julho 2031”.
  • Nos CA os juros são capitalizados automaticamente, enquanto nos “OTRV julho 2031” são pagos semestralmente.
  • A taxa associada é a Euribor a 3 meses nos CA e a 6 meses nos “OTRV julho 2031”.
  • O valor mínimo de subscrição é de 100€ nos CA e de 1000€ nos “OTRV 2031”.
  • Após os 3 primeiros meses os CA podem ser resgatados a qualquer momento, enquanto os “OTRV julho 23” têm de ser vendidos no mercado secundário, em Bolsa, estando dependentes da existência de comprador interessado, e após 18 de julho.
  • Os CA oferecem bónus de permanência, aumentando ao longo do tempo até 1,75% (se os mantiver por 14 ou 15 anos) e que são somados à taxa base.
  • Nos “OTRV julho 2031” não há prémio de permanência.

A DECO aconselha:

    • Antes de decidir, peça uma simulação dos custos do investimento ao intermediário financeiro e avalie a rentabilidade esperada, comparando alternativas.

 

Consulte:  Portal do Investigado da CMVM 

 

Fale connosco.

Através do número 213 710 238, ou envie-nos as suas dúvidas para o e-mail   protecaofinanceira@deco.pt

 

A informação e a proteção financeira são essenciais para viver com mais segurança, equilíbrio e tranquilidade.

 

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Burlas com Criptomoedas: Risco Crescente no Ciberespaço Financeiro

O investimento em ativos digitais, com destaque para as criptomoedas, tem vindo a crescer de forma exponencial, atraindo investidores pelo potencial de valorização rápida e pelo apelo da descentralização financeira. Contudo, este fenómeno tem, igualmente, motivado um aumento significativo de práticas criminosas, em particular burlas relacionadas com esquemas de investimento fraudulentos.

De acordo com um comunicado divulgado pela PSP, este tipo de burla registou um aumento significativo, potenciado em muito pela falta de literacia financeira e digital das vítimas. O ciberespaço é o palco principal destas fraudes, já que o investimento é promovido e executado através de sites, aplicações ou até caixas ATM de criptomoedas.

 

Os esquemas utilizados

As burlas associadas ao investimento em criptomoedas assentam, na maioria dos casos, em esquemas de captação de capital alheio com falsas promessas de rentabilidades elevadas e garantidas, aliciando as vítimas através de diferentes canais digitais, nomeadamente:

  •  Websites e aplicações fraudulentas;
  • Anúncios enganosos nas redes sociais;
  • Utilização indevida da imagem de figuras públicas para gerar credibilidade;
  • Envio de mensagens ou e-mails com links maliciosos.

 

Os Principais "Truques" dos burlões

Os esquemas são variados, mas há sinais comuns a que todos os consumidores devem estar atentos:

  • Uso de imagens de figuras públicas (jogadores, cantores, atores) para gerar confiança;
  • Mensagens ou e-mails com links fraudulentos;
  • Promessas de rentabilidades elevadas e garantidas em pouco tempo;
  • Exigência de pagamentos antecipados;
  • Pressão para uma decisão rápida;
  • Falta de informação clara sobre o investimento.

 

O que acontece às vítimas

Frequentemente, as vítimas são levadas a acreditar que estão a ganhar dinheiro, através de plataformas falsas que mostram lucros inexistentes. Mas o investidor perde o controlo total sobre o investimento e o dinheiro acaba por desaparecer.

 

Este tipo de crimes é, em regra, publicitado em redes sociais, sendo também promovido via e-mail. Neste último caso, são fornecidos links fraudulentos que direcionam a vítima para sites não fiáveis e com promessas de um elevado e rápido retorno e sem risco.

 

Para tornar tudo ainda mais credível são usadas figuras públicas, sejam jogadores de futebol, atores ou apresentadores de televisão, como promotores e casos de sucesso.

 

Após a manifestação de interesse, os potenciais investidores são contactados por alegados ” gestores de negócios”, que concedem “ajuda gratuita” aos investidores em criptomoedas, especialmente a quem apresenta pouca literacia digital ou poucos recursos informáticos, sugerindo o uso de aplicações (com fins fraudulentos) e dando instruções sobre os passos a dar, sempre sem fornecer grandes detalhes sobre o investimento, mas apelando constantemente à urgência do mesmo.

 

Para tornar mais credível a burla, as vítimas são depois direcionadas para sites falsos, mas que aparentam ser reais, em que podem acompanhar os seus alegados investimentos e a rentabilidade que estarão a ter.

 

Tudo se passa em plataformas digitais falsas, mas que aparentam ser verdadeiras.

 

Ao Gabinete de Proteção Financeira da DECO têm chegado inúmeros relatos de consumidores lesados, sendo o “modus operandi” quase sempre o mesmo.

As vítimas ficam sem o dinheiro investido e muitas vezes colocam em risco o dinheiro que têm no banco ao permitirem, sem disso terem consciência, o acesso remoto às suas contas bancárias.

 

Como se pode proteger o possível investidor

Quem pretende investir deve adotar alguns comportamentos preventivos, para evitar fraudes. Assim, na dúvida, desconfie, sempre.

 

Deve antes de avançar:

  • Verificar a idoneidade das entidades promotoras — confirmar a existência de registo e licenciamento junto das autoridades competentes;
  • Investigar a reputação das plataformas de investimento;
  • Evitar clicar em links enviados por entidades desconhecidas;
  • Questionar detalhadamente as condições do investimento, incluindo prazos, riscos, garantias e formas de gestão da carteira digital;
  • Desconfiar de contactos não solicitados e de propostas de “investimentos de sonho”, muito rentáveis e sem risco.

 

Consulte:   lista de entidades registadas para o exercício de atividades com ativos virtuais

 

A complexidade das criptomoedas e a perceção de oportunidade rápida tornam este setor especialmente propício à prática de burlas. A adoção de uma postura vigilante e informada é fundamental para mitigar o risco de perdas financeiras significativas e proteger os investidores de esquemas fraudulentos que proliferam no espaço digital.

 

Note bem: Se for vítima de burla, alerte as autoridades (PSP, GNR, PJ ou Ministério Público) e informe a DECO. A sua denúncia pode ser muito importante para outros consumidores!

 

Fale com os especialistas do Gabinete de Proteção Financeira através do número 213 710 238, ou envie-nos as suas dúvidas para o e-mail: protecaofinanceira@deco.pt .

 

 

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Dia da Poupança: comece hoje a poupar

Celebra-se a 31 de outubro o Dia Mundial da Poupança.
Esta efeméride é este ano centenária. Criada em outubro de 1924, este dia tinha já o objetivo de alertar os consumidores para a necessidade de gerirem os gastos e de amealhar alguma liquidez, de forma a evitar situações de endividamento ou até sobre-endividamento.

 

De acordo com os dados recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), o rendimento disponível bruto (RDB) das famílias aumentou 2,2% face ao trimestre anterior, tendo a taxa de poupança apresentado, no segundo trimestre,  uma subida para 9,8%.

 

Neste momento a  taxa de poupança das famílias encontra-se no nível mais elevado desde o início de 2023, atravessando-se ainda um período com  as  taxas de juro do crédito à habitação e a inflação altas, mas em que se verificam melhorias reais de rendimentos.

 

Embora a taxa de poupança dos portugueses esteja  a subir,  na zona euro, segundo dados do  Eurostat, essa taxa é bem mais elevada e fixou-se nos 15,7%, no segundo trimestre deste ano.

 

É fundamental que as famílias interiorizem o hábito de poupar, o que não só ajuda a amealhar dinheiro todos os meses, como  permite adotar estratégias para gastar menos.

 

Se tem a ideia de que o seu dinheiro não chega para ter uma poupança, lançamos-lhe o desafio de adotar algumas estratégias para economizar, canalizando o valor que  não gastar  canalizar para a poupança.  Não esquecendo que, posteriormente, deverá aplicar a poupança para assim fazer crescer o seu dinheiro.

 

O valor poupado pode ser para  criar um fundo de emergência, fazendo face a imprevistos, por exemplo, uma obra inesperada,  um eletrodoméstico que necessita ser substituído, uma situação de baixa ou de desemprego. O fundo de emergência deve ter uma valor  no mínimo correspondente a seis vezes o valor das suas despesas mensais.

 

Mais informação:  Planear e gerir o orçamento em família

 

Sabe o valor que deve destinar todos os meses para a poupança?

 

Esta  resposta depende de vários fatores, como os rendimentos e as despesas.  Porém,  existe uma regra em matéria de gestão das finanças pessoais: retire do seu salário e poupe, pelo menos, entre 10% a 20% dos rendimentos líquidos mensais.

 

Se gosta de regras,  pode usar a regra dos 50/30/20, que se traduz em: 50% do rendimento é destinado às necessidades básicas, 30% aos desejos e 20% para poupança ou investimento. Essa divisão pode ajudá-lo a, por uma lado,  manter equilibrado o seu orçamento e por outro a controlar e limitar o que são os gastos com as suas despesas  essenciais. A regra  contempla também um valor para os desejos,  sonhos, lazer  e, ao mesmo tempo,  destina  uma quantia significativa para o futuro.

 

Se retirar 10%, 20% não for para si…

Então temos outro desafio  de poupança, a poupança dos 12 meses, que acaba por se revelar divertido e fácil de implementar.

Pode começar com um valor baixo, por exemplo 10€, ou até metade, adicionando todos os meses  essa quantia.  Isto significa que,  na segunda  vez  poupará 20 euros ou 10€ e assim sucessivamente. Se seguir este plano partindo do valor inicial de 10€, no final de 12 meses, vai conseguir poupar 780 euros.

 

Este desafio pode muito bem ser o seu objetivo financeiro para 2025.

Mês

Valor a poupar

Total

Janeiro10€10€
Fevereiro20€30€
Março30€60€
Abril40€100€
Maio50€150€
Junho60€210€
Julho70€280€
Agosto80€360€
Setembro90€450€
Outubro100€550€
Novembro110€660€
Dezembro120€780€

 

 

Não se esqueça que os hábitos de poupança podem ser ajustados à sua realidade e necessidades, devendo ser um exercício debatido em família.  O importante é poupar!

 

Ainda tem mais um desafio: fazer crescer o dinheiro que amealhou, ou seja, investi-lo.

 

Quer saber como?

Venha ter com a DECO.   Fale com os especialistas do Gabinete de Proteção Financeira através do número 213 710 238, ou envie-nos as suas dúvidas para o e-mail: protecaofinanceira@deco.pt .

 

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Poupar para a reforma: um objetivo crucial

Com o aumento da esperança média de vida e com o valor das  pensões a encolher, é cada vez mais recomendado que se  comece a criar uma poupança o mais cedo possível.

 

No ano 2024, as pensões  vão aumentar  entre 5,2% e 6,2%, mas as previsões da Comissão Europeia apontam para que o valor das reformas caia para metade nos próximos 25 anos.

 

De acordo com as últimas projeções da Comissão Europeia, o valor das reformas pagas pelo Estado cairá para quase metade nos próximos anos, passando de um valor equivalente a 84,9% do último vencimento em 2025, para 43,5% em 2050.

 

Assim, impõe-se planear antecipadamente a reforma, para que um dia se possa manter um nível de vida idêntico ao que se possuía na idade ativa.

 

Poupar para a reforma deve ser encarado como um objetivo ao longo da vida ativa, devendo iniciar-se logo que se entra no mercado de trabalho.

 

Quais os produtos financeiros que se podem utilizar para poupar para a reforma?

O objetivo essencial é chegar à reforma com segurança financeira e mantendo a qualidade e padrão de vida. Iniciar cedo a preparar a reforma e ser consistente e regular nas poupanças para esse fim será a chave para acumular um fundo substancial para a reforma.

 

A poupança para a reforma pode ser feita de muitas formas e com recurso a vários produtos financeiros. Para além dos depósitos a prazo e do investimento em terrenos, imobiliário, ouro ou arte e dependendo do risco a assumir, existem vários produtos financeiros no mercado. Por  exemplo:

  • Planos Poupança Reforma-PPR ,
  • Certificados de aforro e do tesouro;
  • Seguros de capitalização,
  • Carteiras de fundos de investimento,
  • Ações
  • ou imóveis.

Entre os portugueses os mais populares são os PPR. As razões desta preferência são diversas, mas desde logo por exigirem montantes de subscrição baixos, por serem uma forma simples e diversificada de poupar e com benefícios  fiscais associados .

 

A importância de planear: definir objetivos e metas

 

Definir o montante a destinar à poupança é um exercício difícil, sobretudo quando se está no início da vida ativa.

 

A quantia depende do rendimento que se aufere, do que se espera vir a receber, da idade com que se começa a poupar e ainda da remuneração que se espera obter com as aplicações financeiras escolhidas. O que é importante é que se estipule um montante e se verifique regularmente se este se adapta ao objetivo definido.

 

Mais informação: Poupança: Como conseguir poupar?

A importância da capitalização de juros compostos?

 

Albert Einstein descreveu os juros compostos como a “oitava maravilha do mundo”.

 

A capitalização de juros permite reinvestir os juros de um determinado investimento, de forma continuada. Assim os juros vencidos são integrados no processo de capitalização e passam eles próprios a produzir juros, ou seja temos juros de juros. Pode dizer-se que os rendimentos são incorporados no capital inicial, obtendo-se um novo capital maior do que o inicial,  que também será remunerado

 

A capitalização de juros compostos é  uma noção de investimento muito relevante, pois os juros futuros passam a incidir sobre os capitais investidos e sobre os juros obtidos no passado

 

O efeito de capitalização permitirá multiplicar de forma exponencial o valor da poupança. Se já está num período da vida mais maduro, 40 ou 50 anos, terá de fazer uma poupança mensal mais elevada para conseguir acumular um montante que permita manter o nível financeiro.

 

Plano Poupança Reforma, é um opção?

 

O Plano Poupança Reforma (PPR) é uma das melhores e mais fáceis formas de poupar para a reforma.

 

Trata-se de uma solução de aforro a prazo, para a reforma e com garantia de benefícios fiscais, quer “à entrada”, na subscrição, quer “à saída”, no resgate.

 

Existem várias opções, a partir de montantes reduzidos por mês, que conjugam fatores como a idade, o horizonte temporal da poupança, o perfil de risco e a expectativa de rendibilidade para melhor determinarem qual o esforço que  o consumidor tem de fazer para obter o montante de reforma que pretende.

 

Existem vários tipos de PPR ?

 

Sim, temos:

  • Fundo PPR - Com risco e sem capital garantido, integra uma maior incidência de ações;
  • Seguro PPR  - Mais conservador e com capital garantido, incorpora essencialmente obrigações.

 

Estes produtos financeiros têm benefícios fiscais?

Esta é outra vantagem dos PPR, no resgate, quando o reembolso é feito em forma de capital (de uma só vez) é a taxa de tributação mais reduzida (8%, em alternativa à maioria dos produtos de poupança, sujeitos a 28%)),

Se optar por receber em prestações regulares (rendas) será tributado em sede de IRS como rendimento da categoria H (equivalente a pensão).

 

Princípios que devem ser seguidos quando se decide poupar para a reforma:

Poupar dinheiro para a  reforma nem sempre é fácil, deve ter em atenção que:

  • quanto mais cedo se começar a poupar, melhor! Mesmo que o montante seja pequeno é um esforço que compensará;
  • o esforço de poupança deve ser regular. Não importa se a regularidade é mensal, trimestral ou anual, o relevante é que haja sempre uma parcela do rendimento destinada à poupança para a reforma;
  • as aplicações escolhidas devem ter em conta a idade;
  • não se deve tocar na poupança acumulada para a reforma. Daí ser importante ter um fundo de emergência para fazer face a imprevistos.

 

 

DICA DA DECO: Seja qual for a solução de investimento por que opte para aplicação das suas poupanças, deve atender ao seu perfil de investidor, avaliando o risco a assumir.

 

 

A poupança para a reforma não pode ser subestimada, sendo crucial a escolha de produtos financeiros adequados. Comece cedo a planear a reforma para garantir estabilidade financeira e segurança no futuro.

 

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Depósitos a prazo: aproveite os juros antes que desçam

Quem tem dinheiro na conta à ordem ou em depósitos a prazo a render quase nada, está a perder dinheiro. Temos no mercado depósitos a prazo com taxas de juro brutas que superam os 4%. Tendo em conta as previsões para 2024, há depósitos com rendimento acima da inflação.

 

Ter o dinheiro numa conta à ordem será sempre uma má decisão, pois estará a perder o seu valor.

Será mais interessante analisar o mercado e ponderar fazer um depósito a prazo.

Porém, alertamos para o facto de os depósitos a prazo não serem todos iguais. Há que saber escolher, procurando sempre ganhar mais dinheiro com o seu dinheiro.

 

Depósitos que pagam acima dos 4%

Alguns bancos portugueses estão já a pagar juros de 4%. Assim, quem tem dinheiro à ordem ou a prazo a render muito pouco, deve colocá-lo num depósito a prazo que renda pelo menos 4%.

 

Pesquise o mercado, deixamos-lhe aqui alguns exemplos que encontrámos:

 

Caso 1 - Banco A

  • TANB: 4,25% e TANL: 3,0600%
  • Novos clientes (um único titular e beneficiário),
  • Duração de 3 meses, não é renovável,
  • Movimentação antecipada é possível na totalidade, sem penalização de juros.
  • Mínimo de 5.000€ e máx. de 50.000€,
  • Não permite reforços

 

Caso 2 - Banco B

  • TANB: 4% e TANL: 2,88%
  • Depósito Novos Clientes particulares
  • Duração de  3 meses, não renovável
  • São permitidas mobilizações antecipadas a qualquer momento, parciais ou totais, com penalização total de juros. A mobilização antecipada do depósito implica a penalização total de juros sobre o capital mobilizado.
  • Mínimo de constituição: 2.500€ Máximo de constituição: 75.000€
  • Não permite reforços

 

Dados recolhidos a 16-01-2024

 

Atenção ao prazo: 3 ou 6 meses

Muitos dos depósitos a prazo com juros mais elevados têm prazos muito curtos, normalmente, apenas 3 ou 6 meses. Passado esse tempo, a taxa de juro reduz-se ou regressa a zero.
Porém, depois do prazo decorrido, será possível aplicar esse dinheiro com os juros num outro depósito a prazo que renda igualmente mais 3,5%.

 

Mais informação: Depósitos a prazo 

 

Outra solução passará por colocar o dinheiro em Certificados de Aforro, que são outro produto de capital garantido. Embora os certificados sejam menos interessantes do que os melhores depósitos a prazo do mercado, podem ser uma alternativa no longo prazo, pois beneficiam do prémio de permanência.

 

Aproveite os juros antes que desçam

Dentro de algum tempo as taxas de juro máximas dos bancos vão começar a baixar, já que as taxas do BCE deverão, também, começar a descer. Aproveite, pois, esta oportunidade para fazer render o seu dinheiro.

 

Mais informação: DECO repudia a decisão de baixar taxas de juro nos depósitos 

 

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Juros dos depósitos aproximam-se dos 3%

A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares passou de 2,29%, em setembro, para 2,93% em outubro. Mas ficou, ainda, abaixo da taxa média da zona euro que era  em setembro de 3,08%.

 

De acordo com os dados divulgados no início de dezembro pelo Banco de Portugal os juros nos novos depósitos, para particulares, subiram de 2,29% para 2,93%, entre setembro e outubro. É um aumento médio mensal de 0,64 pontos percentuais e que coloca os juros quase na fasquia dos 3%.

 

Ainda segundo o Banco de Portugal, os novos depósitos até um ano registam a taxa de juro mais elevada, com uma remuneração média de 2,95% (2,31% em setembro).

 

Seguem-se os novos depósitos de um a dois anos, com juros de 2,15% (2,03% em setembro) e os novos depósitos acima de dois anos, com uma taxa de juro média de 2,13% (2,1% em setembro).

 

Mais informação:  Os depósitos a prazo

 

Apesar da remuneração dos depósitos ainda não estar em linha com os países do euro, em outubro aumentou o dinheiro entregue por particulares às Instituições financeiras.

 

O  montante dos  depósitos tem vindo a crescer, com os portugueses a retirar aplicações à ordem (sem remuneração atrativa) para os novos depósitos que os bancos oferecem. Os depósitos a prazo registaram uma taxa de crescimento de 6,6%, relativamente a outubro de 2022, a mais elevada desde julho de 2012.

Os bancos nacionais continuam com a estratégia de baixas taxas de juro na maior parte dos depósitos, a contrastar com as taxas praticadas nos créditos.

Já os empréstimos de particulares desceram em outubro pela segunda vez consecutiva. No final de outubro de 2023, o montante total de empréstimos a particulares registou um decréscimo em termos anuais (-0,4%) pelo segundo mês consecutivo.  O Banco de Portugal justifica este decréscimo, por um lado, com o aumento das amortizações antecipadas e, por outro, com o abrandamento na procura de crédito à habitação.

 

As taxa de juro dos novos créditos à habitação em Portugal fixou-se em 4,23% em outubro, ligeiramente menos que no mês anterior. Taxas mistas ganham força nos novos empréstimos.

 

Mais informação: Euribor: ano termina com subidas

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