Fenómenos climáticos extremos: como proteger a sua família e o seu orçamento

Tempestades, chuvas intensas e ventos fortes têm causado prejuízos significativos a muitas famílias. Casas danificadas, viaturas afetadas e bens essenciais perdidos são situações cada vez mais frequentes e que têm um impacto direto no quotidiano  e no orçamento familiar.

Na maioria dos casos, estes prejuízos surgem de forma inesperada. As despesas com reparações ou substituições podem desequilibrar as contas do mês e, em famílias com menos recursos, agravar situações de dificuldade financeira ou de endividamento. Embora existam apoios públicos, estes nem sempre chegam a todos e nem sempre com a rapidez necessária, deixando muitas famílias sem resposta quando mais precisam.

 

Os seguros como apoio à proteção financeira

Os seguros podem ser uma ajuda importante para reduzir o impacto financeiro destes fenómenos. No entanto, têm um custo que nem todas as famílias conseguem suportar. Além disso, é comum os consumidores não saberem exatamente o que está ou não incluído no seu seguro.

Muitas famílias desconhecem:

  • Que fenómenos climáticos estão cobertos;
  • Quais os valores máximos que podem ser pagos em caso de sinistro;
  • Que situações ficam excluídas da cobertura.

Esta falta de informação pode levar a surpresas desagradáveis quando é necessário acionar o seguro. Por isso, é fundamental ter acesso a informação clara e compreensível, que ajude as famílias a tomar decisões mais seguras e ajustadas à sua realidade.

 

Decidir com tempo faz a diferença

É frequente procurar um seguro apenas quando o problema já aconteceu. Nessa altura, a urgência, a preocupação e o choque emocional podem levar a decisões rápidas, sem tempo para analisar as condições do contrato.

Contratar um seguro “em cima do acontecimento ” aumenta o risco de ficar com uma proteção insuficiente ou inadequada. Pensar com antecedência, comparar opções e esclarecer dúvidas é essencial para garantir uma proteção eficaz.

 

O que deve verificar antes de contratar o seu seguro:

  • Se existem coberturas para fenómenos climáticos, como tempestades ou inundações;
  • Se o valor seguro corresponde ao valor real da casa, do recheio ou da viatura;
  • Quais são os limites de indemnização, franquias e exclusões;
  • Se o seguro cobre apenas o edifício ou também os bens no interior da casa.

Estas verificações simples podem evitar problemas e falsas expectativas no futuro.

 

Proteger hoje para evitar dificuldades amanhã

Segundo nos dizem os peritos, os fenómenos climáticos extremos vieram para ficar. Respostas pontuais não substituem soluções que ajudem verdadeiramente as famílias a proteger o seu orçamento e a sua estabilidade financeira.

Estar informado, decidir com tempo e escolher soluções adequadas à sua realidade são passos fundamentais para proteger a sua família.

 

Precisa de mais informação?

Entre em contacto os especialistas do Gabinete de Proteção Financeira através do telefone 213 710 238 ou envie-nos as suas dúvidas para o protecaofinanceira@deco.pt

 

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O negócio do crédito que financia o seguro

Os seguros de proteção ao crédito parecem, à primeira vista, apelativos, mas o custo do seu financiamento deve dar o que pensar.

 

A contratação de seguros de proteção ao crédito é uma medida cautelar para que os consumidores possam fazer face a algum imprevisto no bom pagamento do crédito. São, também, uma garantia adicional para a os bancos e financeiras, daí fazer sentido que os mesmo sejam sugeridos pelas instituições aquando da celebração do contrato de crédito.

 

Mas daí a transformar esta sugestão de proteção adicional numa oportunidade de negócio para a instituição financeira é um grande salto. Está confuso? Nós explicamos.

 

Existe no nosso mercado financeiro um Banco que, sob promessa de desconto no valor do seguro, financia o custo da apólice. Ou seja, o banco paga diretamente à seguradora o valor total da apólice e faz um financiamento, um crédito pessoal, ao consumidor para que este possa liquidar o valor já adiantado pelo Banco à seguradora.

 

Ao contratar um novo crédito, o consumidor fica com mais uma prestação para pagar, aumentando a sua taxa de esforço. Mesmo que cancele o seguro associado, continua a ter de pagar a prestação do crédito pessoal, o que o desencoraja de procurar um seguro mais barato ou mais adequado às suas necessidades.

 

A DECO lamenta que o aconselhamento prestado pela Banca não seja sempre transparente e que comunicadas ao consumidor as desvantagens destes prometidos descontos.

 

Por isso, a Associação reforça a importância de se analisar atentamente qualquer proposta de seguro antes da contratação, incluindo a necessidade de confirmar todas as coberturas e causas de exclusão.

 

Não se esqueça que, como nos ensinam os mestres da economia, “não existem almoços grátis”.

 

 

Mais informação: Seguro de proteção ao crédito

 

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Fotografia de consumidora alusiva ao aumentos estrondosos da MEO, NOS e Vodafone.

Seguros que não seguram quando mais precisamos

Sinal menos para as seguradoras e entidades financeiras.

Chegou recentemente à DECO o caso de um consumidor que, confrontado com o pagamento de um crédito feito pela falecida esposa, verificou no extrato bancário que o mesmo tinha associado um seguro de proteção ao crédito.

 

Após tentativa de acionamento do seguro, obteve resposta de que o crédito não estava coberto pelo seguro.

 

A DECO interpelou a financeira para a entrega das condições do seguro para melhor análise e esclarecimento do consumidor.

 

O espanto surgiu quando a equipa de Proteção Financeira a DECO recebeu as condições gerais deste seguro enviadas pela financeira: seguro de morte por acidente. Ficam excluídas todas as outras causas de morte que não sejam causadas por acidente.

O seguro de proteção ao crédito é um produto, frequentemente, sugerido pelas instituições de crédito no momento da contratação de um crédito.

 

Não sendo é obrigatório constitui uma segurança adicional para o consumidor. O seguro de proteção ao crédito tem como objetivo acautelar a quebra de rendimentos provocada por uma doença, uma situação de desemprego ou a morte do segurado.

 

No entanto, a DECO apela para que os consumidores tomem uma decisão esclarecida antes da contratação e conheçam de facto as coberturas dos seguros para que, num momento de maior fragilidade, saibam de facto com o que podem contar e verificar se vale a pena ou não ter mais esta despesa associada.

 

 

Mais informação: Seguro de proteção ao crédito

 

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